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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A "técnica perfeita" de lançamento.

Ao ver George Mikan a lançar num post que lhe dediquei no meu outro blog, sedimento a ideia, que me parece correcta, de as técnicas serem acima de tudo a resolução individual e prática de problemas que são colocados ao jogador pelos adversários. Os movimentos de uma técnica não existem em si mas são a adaptação aos obstáculos que o adversário coloca e às condições materiais em que a técnica se realiza. Idealizar as técnicas, abstractizá-las, descontextualizá-las são caminhos que levam à cristalização da evolução dos jogadores e os tornam potencialmente diminuidos de eficácia.
Durante os meus anos de treinador sempre fui bastante fundamentalista na execução técnica segundo os princípios da biomecânica e da lógica dos movimentos. Acho no entanto que devo temperar um pouco essa forma de ver as coisas.
Ontem, ao ver o aquecimento de um jogo da primeira divisão feminina, ficava de cabelos em pé quando via no aquecimento uma jogadora a lançar de uma forma completamente "errada", no tiro exterior: ela era direita e fazia a bola partir do lado esquerdo da anca, implicando um movimento cruzado e oblíquo do braço à frente do corpo. No aquecimento falhava quase sempre. No jogo meteu quase sempre. Mas é preciso dizer que metia com as defensoras a dois metros, sem pressão. Com pressão tudo seria diferente, digo eu.
Conhecem-se casos na história do nosso basquetebol de jogadores que lançavam de forma completamente errada segundo os "canones" mas tinham uma precisão notável. Que conclusão tirar? Continuo a pensar que se o jogador aprender de início uma técnica biomecanicamente correcta será melhor. Mas quando o jogador prova a eficácia da sua técnica, aparentemente incorrecta, os outros devem render-se à evidência.
Quem conhece a história do jogo sabe que as técnicas, desde as do lançamento, do drible ou outras quaisquer, foram mudando ao longo da evolução do jogo. Não devemos pensar que estamos no "fim da história" no que se refere às técnicas do jogo.
Muito mais havia a dizer sobre a técnica de lançamento. Para já ficámos por aqui. Só me apetece dizer que "a técnica perfeita" de lançamento não existe.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O lançamento em apoio

Qualquer criança que tenha acesso a uma bola de basquetebol e a um cesto a primeira coisa que faz é lançar, ou driblar para se aproximar dele e lançar de seguida.
Não é difícil, por isso e por uma análise essencial do basquetebol, erigir o lançamento como a "técnica" principal deste jogo.
Para dar alguns conselhos sobre a forma "actualmente" consagrada de bem lançar a todo o cesto, fomos buscar um video da youtube onde Jota Cuspinera dá dicas excelentes a quem se inicia nos fundamentos do lançamento em apoio. Está com atenção aos pormenores e depois pega numa bola e vai experimentar. Lembra-te que mesmo sem uma bola de basquete podes na mesma tentar os movimentos com algo que simule uma bola ou mesmo sem ela. Usa a imaginação.
O segredo de um bom lançador, como diz Randy Knowles, reside em aprender a boa técnica e depois em repeti-la imensas vezes. "O lançador não nasce mas faz-se". "Todos podem ser bons lançadores" se trabalharem para isso.