San Payo Araújo, director técnico do comité de Minibásquete da federação portuguesa de basquetebol já foi apresentado anteriormente nestas nossas mensagens. Uma das suas grandes qualidades é ser um pedagogo com uma grande inventividade e mestria. No seu artigo desta semana para o Planetabasket, apresentou-nos uma ideia sobre o interesse de começar o ensino das técnicas pela lado não dominante, como forma de ganhar tempo. Por exemplo, iniciar o ensino do lançamento na passada pelo lado esquerdo num indivíduo destro. Ele aplicou essa "receita" a jovens adultos sem experiência anterior na modalidade, mas os seus argumentos podem na minha opinião ser válidos para muitos outros praticantes de vários níveis. A ler aqui esse artigo chamado "Não desperdicemos tempo"
Aprender e ensinar basquetebol será um blog dedicado a todos aqueles que se dedicam à aprendizagem e ao ensino deste jogo maravilhoso nas fases iniciais.
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sábado, 10 de março de 2012
domingo, 23 de outubro de 2011
Como saber o que ensinar e quando?
Aqui há dias formulei esta pergunta e disse que responderia mais tarde. Na minha opinião, todo o treinador deve conhecer teoricamente as características dos jogadores em função do seu nível desenvolvimento e ter também uma perspectiva do processo ensino-aprendizagem o que inclui uma trama daquilo que se deve ensinar progressivamente.
Só que há uma capacidade maior que o treinador deve ter: é a de ser capaz de observar e situar os saberes e as capacidades actuais dos jogadores, assim como apontar para o seu potencial imediato. Só isso pode responder directamente à pergunta: o que ensinar nesse momento? Saber também o que é a prioridade do ensino nesse momento, eis uma questão fulcral.
Um exemplo: perante uma equipa iniciante, cujas dificuldades se situam na conservação e no fazer progredir a bola no sentido do cesto, a prioridade é, na minha opinião, trabalhar as condições para que os jogadores, individual e colectivamente, sejam capazes de conservar e progredir a bola. Trabalhar os quandos do passe e drible para o jogador com bola, e a ocupação do espaço (o dar espaço e linhas de passe, desfazendo a aglomeração) por parte do companheiro sem bola, são as maiores prioridades do ensino nesse momento. Nessa altura, trabalhar a defesa ou mesmo trabalhar o acto de finalização não serão prioridades, sendo que no caso da defesa seria mesmo contraproducente.
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