quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Futebolização do basquetebol"

"Ao iniciar este texto tenho de dizer que aprecio o jogo-futebol. Aliás, antes de me ter apaixonado pelo basquetebol joguei com muito prazer futebol a nível federado.

Já não posso dizer o mesmo do espetáculo triste fora das linhas e às vezes dentro delas em que o nosso futebol é fértil. Não aprecio também a instrumentalização que fazem do futebol tornando-o “a questão nacional” e a doentia hegemonização mediática que dele fazem e que prejudica a prática e o desenvolvimento dos outros desportos, embora com essa denúncia não queira sacudir as responsabilidades das gentes do basquetebol no estado actual menos bom do nosso desporto."

terça-feira, 29 de maio de 2012

"A pedagogia da estupidez"

"Sou do tempo em que se aprendia futebol na rua. Era difícil haver um garoto como eu, lá pelos 11, 12 anos de idade, que não controlasse a bola com qualquer parte do corpo sem deixá-la cair. Lidávamos melhor com uma bola que com uma caneta. Com o passar do tempo aprendíamos o valor do passe, do bom posicionamento, de bater certo na bola. Para o futebol, tornávamo-nos muito inteligentes. Muitos dos meus colegas de infância de Santos tornaram-se profissionais da bola. Não tenho dúvidas quanto à eficácia daquela pedagogia de rua, em que os mais velhos ensinavam aos mais novos e todos ensinavam todos, movidos pela ambição de se tornarem profissionais ou simplesmente pelo gosto de jogar. Quando fui para a universidade, causou-me espanto perceber que essa linda e eficaz pedagogia não foi absorvida pelos estudos universitários. A mesma estupidez que existia nos treinamentos antigos do futebol profissional persistem ainda hoje, sem que os estudos acadêmicos os influenciassem. E quando as tais escolinhas de futebol foram inventadas, deixaram a rua de fora e criaram a pedagogia do cone e da estupidez; nada trouxeram da universidade. Deixo de lado, em minha crítica, as boas escolinhas, que existem, e as louvo."




domingo, 27 de maio de 2012

Pistas de resposta

Para poderem responder à questão da mensagem anterior, aqui vão umas pistas:
-Mikan vem do nome do jogador Georges Mikan, um dos primeiros verdadeiros postes do basquetebol norte-americano que jogou nos primeiros tempos da NBA;
-O "Mikan drill" tem a ver com exercícios para o trabalho de poste.
Vamos lá ver se agora os amigos leitores respondem à pergunta e me informam até de coisas que eu nem sequer sei sobre ela.

sábado, 26 de maio de 2012

Cultura basquetebolística: "Mikan drill"

Existem no basquetebol um nome/conteúdo chamado "Mikan Drill". Sabes qual é a origem desse nome, o que é e para que serve?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Conhecimentos necessários para bem ensinar basquetebol

Para bem ensinar são necessários vários tipos de conhecimentos e competências, e a sua devida integração. A título de listagem vou colocar aqui alguns desses tipos de conhecimento e gostaria que os leitores fossem completando. Esta mensagem surgiu-me pela evidência que me parece ser a ideia de que para ensinar é preciso conhecer relativamente bem: o quê?; a quem? em que contexto? como? para que fim?
-Conhecimento do conteúdo ensinado. No caso do basquetebol este tipo de conhecimento envolve saber sobre a táctica e estratégia, a técnica, as regras de jogo, os regulamentos, os formatos competitivos, as exigências físicas da modalidade, etc;
-Conhecimento contextual sobre o jogo, que reputo de importante: conhecimento da história da modalidade; situação sócio-cultural da modalidade no seio do campo desportivo;
-Conhecimento sobre os aprendentes: biologia; psicologia; sociologia.
-Conhecimento pedagógico: pedagogia, didáctica.
-conhecimento pedagógico do conteúdo: envolve conhecimentos sobre como ensinar concretamente a alguém um conteúdo determinado. funde o conhecimento do conteúdo com o conhecimento sobre os aprendentes e o conhecimento pedagógico.
-Conhecimento filosófico: valores; fins e objectivos do desporto.
... para o leitor completar.

E evidentemente, não basta o saber! é preciso querer e poder!
P.S. O professor Amândio Graça, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, desenvolveu a sua tese de doutoramento em torno da questão do "O conhecimento pedagógico do conteúdo no ensino do basquetebol". Tese extremamente bem escrita e interessantíssima que recomendamos ao leitor deste nosso blog Pode encontrá-la e descarregar essa tese aqui.

sábado, 12 de maio de 2012

Convite

Este blog, a exemplo do outro blog que sustento, o "120 anos de basquetebol", já leva 168 mensagens escritas desde que iniciou o ano lectivo. Convido-vos a percorrer as anteriores mensagens e a fazer um comentário aqui. Entretanto vou ficar em pousio até à próxima quinta-feira.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O gosto e a autonomia

Quando se ensina alguém a gostar do jogo e a gostar de aprender e aperfeiçoar-se, está transposta a primeira grande batalha do progresso desportivo de um jogador.
Um segundo aspecto que para mim é essencial é o de conceder, desenvolver a autonomia do jogador desde muito cedo. Eu diria desde o primeiro contacto com o jogo.
O gosto pelo jogo e pelo treino e a autonomia do jogador são dois pilares fundamentais para o desenvolvimento dos jogadores e equipas. Sem eles nada é sustentado; com eles muitíssimo é possível.
Como fazê-lo? Isso fica para tentar abordar em mensagm futura. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"Dança com lobos"

Encontrei este texto, publicado pelo professor António Cunha, no blog Andebol de base. Tem referências ao basquetebol, embora se centre no andebol mas possui uma riqueza que merece ser lida. Comece a ler aqui e depois leia o resto no citado blog.

"DANÇA COM LOBOS Nicolau Sevcenko USP
ATACANTE DE HANDEBOL É UM SER INSPIRADO, OBRIGADO A DESENVOLVER RITMO E IMAGINAÇÃO PARA SOBREPUJAR A MURALHA TÁTICA DA DEFESA ADVERSÁRIA
por Nicolau Sevcenko (professor de história na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humana da USP e autor de "Orfeu Extático na Metrópole" (Cia. das Letras) entre outros.)
Texto publicado no jornal Folha de São Paulo

Vivi alguns dos momentos mais intensos da minha vida em quadras de handebol. O jogo era uma fissura, uma paixão, uma compulsão. Sempre que podia, passava na quadra o dia inteiro, treinando, jogando e, exausto, voltava para casa e ia dormir sonhando que continuava no jogo.
Compartilhei das primeiras gerações que introduziram o handebol em São Paulo, entre os anos 60 e 70. Tudo era muito novo e excitante, não havia padrões de treinamento, de técnica, de formação tática, posicionamento ou de jogadas. Era um mundo novo para ser incorporado, vivido e inventado em plena ação. Era pura liberdade, explosão e imaginação. Por sorte fiz parte de uma geração incrível. Entre o colégio e, depois, os clubes, em cerca de uma década, deu para encher uma sala de troféus e um baú de medalhas. Jogava no colégio Américo de Moura, heptacampeão dos jogos estudantis. Depois vieram o turbilhonante Juventus, o General Motors, o São Caetano e o Santo André."
Continue a ler.

A importância das perguntas


“Aquele que faz uma pergunta pode ser estúpido durante 5 minutos; aqueles que não fazem perguntas ficam estúpidos para toda a vida.”

Norm Stuart

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Resolução de problemas

"Aprende-se a resolver problemas resolvendo problemas."
George Pólya, matemático hungaro (1887-1985)


Dos jogos desportivos colectivos, tal como o basquetebol, pode dizer-se que consistem em "cascatas" de problemas a resolver e que vão sendo resolvidos individualmente pelos jogadores, grupos de jogadores e equipas. Daí que se possa fazer a extrapolação do domínio da matemática para o do jogo desportivo. A célebre e antiga frase "Aprende-se a jogar, jogando" é exemplo disso.

sábado, 28 de abril de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O sentido do cesto

Hoje, a minha aluna Mariana Gonçalves mandou-me uma ligação para um video que mostra um cesto extraordinário.
Veja também o video e depois gostava que lesse o meu comentário.


Será que houve intenção de lançar? Há um índice que me parece indicar que sim. O jogador, mal lança, vira o olhar na direcção do cesto bem rapidamente. Mas para ter a certeza, só perguntando ao jogador. E mesmo assim, podia talvez acontecer de o jogador, em consciência, não saber responder.
É que nisto do desporto (e não só) e do movimento, aquilo que o guia é da ordem de um contínuo que vai do totalmente consciente ao totalmente reflexo. E no meio há toda a gama de transição possível.
Para finalizar o comentário dando corpo ao título que escolhi, eu diria que, assim como os homens possuem vários sentidos (visão, audição, etc) também vão construindo outros mais complexos. Incluo neles, por exemplo, o "sentido do jogo" e dentro dele, o "sentido do cesto".
Não terá sido este "sentido" a funcionar no lançamento do jogador estoniano?
E obrigado Mariana, por causa da tua sugestão ter inspirado esta minha mensagem.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ser professor

"Grande professor é aquele que ensinando pouco, faz crescer no seu discípulo grande vontade de aprender."
Autor desconhecido

P.S. Se algum leitor conhecer o autor agradeço que me diga para lhe dar os créditos devidos.
Esta frase faz-me lembrar a do professor Hermínio Barreto que diz: "Não ensine muito, espere que eles aprendam bastante."

domingo, 22 de abril de 2012

"Quem só sabe de medicina, nem de medicina sabe"

Quem pensa que aprende basquetebol só a praticar, ver, ler ou a estudar basquetebol está muito enganado.
Aproveitará muito mais se, pelo contrário, vir e estudar outros desportos, colectivos ou não, ou mesmo lendo, vendo, estudando coisas muito afastadas do mundo do desporto.
Um bom conselho que aprendi quando frequentava nos anos 80 o curso de Educação Física no Instituto Superior de E.F da Universidade do Porto, estava expresso na seguinte frase: "Quem só sabe de medicina nem de medicina sabe". A frase estava exposta no átrio do rés do chão da Faculdade de Biomédicas Abel Salazar e era atribuída a esse grande expoente da medicina e da cultura nacional, infelizmente perseguido pelo regime anterior ao 25 de Abril de 1974.
Faça-se a transposição e chegar-se-á facilmente à conclusão que aquele que só sabe de basquetebol, provavelmente nem de basquetebol saberá.

sexta-feira, 20 de abril de 2012




“Quando um jogador está inseguro do que tem de fazer, normalmente não faz nada. E não fazer nada é pior do que fazer uma coisa errada. É por isso que dizemos aos nossos jogadores para fazerem alguma coisa, mesmo que esteja errada. Nós iremos corrigi-lo depois.”

Morgan Wootten, in Coaching basketball successfully. Pag 67
Morgan Wootten

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O que é importante para um treinador

"Para um treinador, o resultado final não se lê em pontos a favor ou pontos contra. Ao contrário, lê-se em quantos homens e mulheres de valor se têm transformado, tantos jovens atletas que ele treinou”.
É este resultado que nenhum jornal, estatística ou livro de recordes publicará jamais.
Este é o resultado que ele lerá de si mesmo, quando a última partida terminar “.
Denny Crumm
Retirado do site do Agilson Alves

sábado, 14 de abril de 2012

Para além (por vezes contra) dos sentidos


"Como todos os animais, nós exploramos o mundo por intermédio dos nossos sentidos. Porém, só nós fomos capazes de alargar indefinidamente o alcance dessa exploração. E sobretudo, só nós sabemos olhar, não só com os olhos, mas também com o nosso cérebro. É antes de mais a nossa inteligência, e não os sentidos, que nos permite conhecer a composição química de uma estrela para sempre inacessível, ou determinar o estranho comportamento de certas partículas elementares."
Albert Jacquard, in A herança da liberdade.

Também no basquetebol isto é profundamente válido, não é, meus caros leitores?
Nós lemos e interpretamos as situações de jogo que vemos com os nossos olhos e com outros sentidos (audição, tacto e quinestesia), através dos conhecimentos e habilidades mentais que o nosso cérebro educado socialmente nos permite.

"Noções fundamentais" segundo Gérard Bosc

Gérard Bosc é um nome incontornável do basquetebol francês. Treinador de basquetebol, ex-director técnico nacional, professor de Educação Física
ele tem a particularidade de ter escrito, sozinho ou em parceria, muitos e excelentes livros sobre basquetebol assim como produziu vários documentos audio-visuais (G. Bosc, 1990, 1996; G. Bosc, 1999a, 1999b, 1999c; G. Bosc, Bosc, J., 1991; G. Bosc & Grosgeorge, 1988, 1999; G. Bosc & Poulain, 1996; G. Bosc, Poulain, T., 1990; G. Bosc & Thomas, s. d.).



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sabedoria de Jorge Adelino

Todas as semanas, no site da ANTB, o professor Jorge Adelino escolhe uma frase relacionada com basquetebol e a partir dela desenvolve um comentário.
Todas as semanas lá vou à procura da sabedoria deste grande treinador português, que tem tanto para ensinar a quem quer aprender.
Já agora, ocorreu-me uma frase de Morgan Wootten, que reza assim:
"Remember, learning stops when you think you have all the answers".




terça-feira, 10 de abril de 2012

O exercício e o jogo

"No drill is any good unless it's used in some form in the game. There is no transfer of learning. I emphasize to my guys that anything we do in practice is not a drill. If they get to thinking it's a drill, they won't notice it's the same thing that goes on in the game. I have to tell them that what we're doing in practice is exactly what happens in a game. Everything we do in practice must show itself somewhere in the game, or else we don't do it."
Pete Carril (treinador)

domingo, 8 de abril de 2012

"The Ultimate Coaches' Clinic"

ULTIMATE COACHES CLINIC: DEAN SMITH
"In 2008, Pat Williams, the GM of the Orlando Magic and a tremendous motivational speaker put out a book, "The Ultimate Coaches' Clinic." It is a fascinating book because of the style Pat utilized. He surveyed over 1000 coaches and administrators for insights to what is important to successfully do their job. From time to time I will share a few but it is a great book to own and I highly recommend it. Here are some thoughts from Dean Smith:
1. Building a team takes patience and planning. There are no shortcuts. Repeat drills until good habits are established.
2. Reward unselfish behavior, and profusely praise those acts you want to see repeated.
3. Play hard; play together; play smart.
4. Spell out the importance of team play. One man who fails to do his job unselfishly can undermine the efforts of the four other players on the court. Team goals supersede individual goals. Team success makes each individual stronger."
 in http://hoopthoughts.blogspot.pt/2010/08/ultimate-coaches-clinic-dean-smith.html

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Desequilíbrios

Há dias tomei conhecimento da "chamada" revisão curricular feita pelo ministério da educação.
Pouco depois, por acaso, li uma frase proferida por um aluno francês que me fez trazer logo à mente a dita "revisão".
"O exercício mental, fazêmo-lo trinta horas por semana.
Exercício físico, dez vezes por mês.
Não é lógico!"
Emmanuel, 9.º ano, 15 anos.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Perguntas aparentemente ingénuas

O que aconteceria ao nível da formação de jogadores de futebol se os miúdos não tivessem espaços e tempos livres onde joguem em liberdade, onde criem, experimentem, errem e se divirtam? Felizmente para jogar futebol fácilmente se improvisam balizas e se adaptam espaços, embora estes últimos, cada vez mais escasseiem, fruto de políticas de construção urbana profundamente erradas.
Para encontrar um espaço (mesmo que haja tempo) livre, com uma tabela, onde possam jogar... basquetebol, nos concelhos do Porto ou Gaia, é preciso ir ao fim-do-mundo. É que para jogar basquetebol é preciso pelo menos uma tabela, além do espaço e da bola.
Como é possível que se formem jogadores de basquetebol nestas condições? É que a prática só em espaços e tempos de treinos, necessáriamente limitados, não chega.
E como é possível que se formem crianças e jovens saudáveis e desenvolvidas nas nossas cidades se cada vez menos condições têm para jogar livremente com o seu corpo?



Leitura de jogo, Espaços e Poderes de Acção

Todos estes conceitos de que temos vindo a falar, EJE, CJD, ECP, ZF, para além de serem critérios de leitura do jogo e do seu nível relativo por parte dos treinadores na sua observação armada, podem e devem ser conceitos integrados pelos próprios jogadores e que constituem referências comuns para o seu jogo coordenado colectivamente. Mas para isso é preciso ensiná-los, progressivamente, aos jogadores.
É também claro que a leitura de jogo se liga aos poderes de acção dos jogadores (poderes técnico-físicos). De certo modo um jogador só lê no jogo o que pode fazer, e pelo contrário, os seus poderes de acção exigem a leitura adequada.
Para além destes conceitos de Espaço e dos Poderes de Acção dos jogadores, há índices, - indicadores - no jogo que também contribuem sobremaneira para a leitura de jogo. Na próxima mensagem iremos falar deles.

domingo, 1 de abril de 2012

O "Corredor de jogo directo"

Continuando a definir conceitos que nos permitem ler o jogo, hoje trazemos o importante conceito de "Corredor de jogo directo" (CJD). O CJD, que eu tenha conhecimento, foi pela primeira vez definido pelo professor de Educação Física francês, Justin Teissié, que era também especialista em futebol, num livro de 1961.
Consiste esse CJD, num corredor com cerca de 2 metros de largura e que vai do jogador atacante ao cesto. Há quem tenha feito um desenvolvimento desse conceito e considere que tanto os jogadores atacantes com bola ou sem ela têm esse corredor. Além disso, distinguem o CJD do jogador com bola como sendo a Radial que é um termo da circulação rodoviária que significa uma estrada que traz da periferia ao centro de uma cidade. A periferia é também outro dos conceitos que estão articulados ao CJD e ao "Espaço de jogo efectivo" (EJE). (Ver figura em baixo)
Este conceito (CJD) permite distinguir o jogo directo do jogo indirecto. No primeiro, o ataque consiste em passes ou dribles penetrantes, em lançamentos, em situações de 1X1. Quando a bola sai deste corredor então considera-se que há jogo indirecto.
Também este conceito permite aferir da capacidade e nível de jogo dos jogadores e equipas, tal como os anteriores conceitos que temos vindo a definir: o "EJE", o "Espaço de Finalização"; o "Espaço Corporal Próximo". Com eles podemos ler o jogo produzido. Por isso podemos afirmar que são critérios importantes de leitura do jogo de basquetebol que os treinadores devem dominar e que também são importantes para os próprios jogadores. Fazem parte da línguagem do jogo, e são referências comuns, cujo domínio faz com que o jogo individual, grupal e colectivo se possa articular devidamente, desde que também sejam desenvolvidos concomitantemente, as técnicas individuais e colectivas que os concretizam.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Zona de finalizaçao

Além do "Espaço corporal próximo" e do "Espaço de jogo efectivo", um terceiro precioso indicador do nível de jogo de uma equipa e dos respectivos jogadores é a zona de finalização (ZF).
Esta ZF consiste na área perto do cesto em que o jogador tem uma probabilidade razoável de sucesso no lançamento. Nos principiantes é muito reduzida mas nos jogadores de alto nível é bem grande (lançamentos de 3 pontos).
    ZF de jogadores                ZF de
    jogadores de alto               principiantes
    nível

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Espaço de jogo efectivo"

O espaço de jogo efectivo é "uma área poligonal definida pelas linhas que unem os jogadores que se encontram na periferia do espaço ocupado pelas equipas que se defrontam, exceptuando os guarda-redes, num instante determinado e dentro do espaço de jogo regulamentar". (Adaptado de Gréhaigne).
É tanto mais largo quanto maior é o nível de jogo.
Os principiantes, ao nível do jogo anárquico, apresentam um EJE muito restrito a que se costuma chamar a "aglomeração". Um dos indicadores da melhoria do nível de jogo é o aumento da área do EJE. Alargá-lo é um objectivo do ensino.

                                                           Jogo anárquico - Aglomeração


                                                        Jogo mais evoluído - EJE alargado

segunda-feira, 26 de março de 2012

sábado, 24 de março de 2012

Espaço corporal/ Espaço próximo

Uma capacidade que distingue quem tem um maior nível de jogo dos principiantes é a sua área de manipulação da bola. Aquilo que foi chamado de "Espaço próximo". Os jogadores principiantes restringem a sua área de manipulação ao espaço à frente do seu peito, usando as duas mãos. Por isso, quando querem passar e têm adversário bem perto, têm grandes dificuldades em realizarem o passe com eficácia.
Já os jogadores mais evoluídos têm um área de manipulação da bola, muito ampla: cima, baixo, lado direito e esquerdo, e mesmo atrás do corpo. Usam além disso o trabalho de pés, rodando e interpondo pernas, o que protege e aumenta o ângulo dos passes. Esse trabalho, acrescido às fintas, ao olhar dissociado da direcção do passe, torna as transmissões de bola muito mais eficazes e difíceis de defender. Conseguem também realizar passes bem mais longos.
No que respeita à aprendizagem, estes dados anteriormente mencionados dão-nos os seguintes ensinamentos:
-Não se deve usar e abusar do tradicional exercício de passe de peito, face a face.



Esse tipo de exercícios só encerram os principiantes num curto circuito corporal que lhe é natural mas é necessário desconstruir.
-Há que fazer explorar aos jogadores vários tipos de passe, de diferentes pontos de partida em relação ao corpo. Trabalhar o passe em situação de oposição e fazer perceber ao jogador a presença do adversário e como se pode ultrapassá-la.




quinta-feira, 22 de março de 2012

Pete Carril: frase.

"Eu posso avaliar o nível da tua honestidade e compromisso através da qualidade do teu esforço no campo. Tu não podes separar o desporto da tua vida, mesmo que o tentes arduamente. A tua personalidade aparece no campo: egoismo, indiferença, ou outra qualidade qualquer aparece lá. Tu não podes esconder isso."
Pete Carril
Treinador de basquetebol


terça-feira, 20 de março de 2012

Olhar o quê?

"Saber o que é preciso olhar para melhor perceber é uma questão de inteligência"
Piaget



Aquilo que nos diz a frase de Piaget é de grande utilidade, para quem ensina e aprende jogos desportivos colectivos. Perante uma profusão de informações provenientes de todo o lado do jogo, é fácil para o jogador principiante ou para o professor não especialista, perder-se. Daí que tanto o jogador como o professor ou treinador deve saber aquilo em que deve focalizar o olhar, para daí poder fazer uma interpretação correcta que leve a boas decisões no jogo ou no ensino. 

domingo, 18 de março de 2012

Hubie Brown



Hubie Brown é um famoso treinador norte-americano cujas ideias para o treino do basquetebol são bastante interessantes, produtivas e mesmo inovadoras.
Se quer conhecê-las um pouco pode aceder a alguns video clips de demonstração na seguinte ligação:

sexta-feira, 16 de março de 2012

Filho de peixe e filho de homem...


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"Filho de peixe sabe nadar... Isto é verdade só para os peixes...". Se não estou equivocado foi à mais de 25 anos que ouvi esta expressão da boca do professor Teotónio Lima, num seminário de Desportos Colectivos organizado no casino da Póvoa, por uma equipa liderada pelo professor Jorge Araújo. Já ao tempo a achei extremamente importante de significado.
Com o tempo tenho estudado e aprendido que o desenvolvimento dos seres humanos se processa através de formas completamente diferentes das dos animais, mesmo os mais evoluídos como os primatas não humanos. A essência humana está fora do nosso corpo, transmite-se externamente pela cultura material e intelectual. Ao contrário, o desenvolvimento dos outros animais é essencialmente inato, sendo que por isso, os peixes sabem nadar mesmo sem aprenderem com os seus pais... O mesmo não acontece com os humanos. Aquilo que de fundamentalmente nós somos ou temos, aprendemos com os outros. Só nos tornamos pessoas através do contacto humano. Mesmo a marcha erecta é aprendida e isso verificou-se através do que se sabe das crianças selvagens.
No basquetebol as coisas aprendem-se... existe um corpo de saberes externo aos jogadores que eles incorporam em si com as aprendizagens guiadas ou autónomas que fazem. No entanto, o basquetebol é também um jogo de regras. Por isso, a apropriação deve ser activa e consciente por parte dos jogadores. Caso isso não aconteça a aprendizagem do jogo padece de defeitos, atrasos e mesmo distorsões.
Voltaremos ao assunto um dia destes...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Três grandes pedagogos

Hoje publico uma imagem que reune três grandes nomes da pedagogia do basquetebol: Hermínio Barreto, Jorge Adelino e San Payo Araújo. Dedicados em grande parte à formação da nossa juventude através deste nosso jogo





segunda-feira, 12 de março de 2012

"Aprender basquetebol com Hermínio Barreto"

Ontem revi um video chamado "Aprender basquetebol com Hermínio Barreto", já com cerca de três décadas de existência. Nele temos oportunidade de ver as ideias e as acções de um grande mestre.
Salvo erro foi o psicólogo Kurt Lewin que escreveu um dia que "não há nada mais prático que uma boa teoria". Ora Hermínio em acção encarna da melhor forma uma teoria do ensino que outro psicólogo, o soviético Lev Vigotsky elaborou nos anos vinte: a teoria do desenvolvimento potencial. Dizia esse psicólogo - a quem chamaram um dia "o Mozart da psicologia", - que não há apenas um nível de desenvolvimento das crianças que se deva considerar e medir, por exemplo com o auxílio dos tradicionais testes. Segundo ele dever-se-ia considerar também o nível de desenvolvimento potencial que consiste no que a criança consegue fazer com o auxílio de alguém. Ainda segundo Vigotsky, as funções psicológicas superiores, aparecem primeiro ao nível interpsicológico, na relação das crianças e dos adultos, e só depois são interiorizadas e se tornam fenómenos intrapsicológicos, ropriedade das crianças. Desenvolver processos de ensino e de ajuda às crianças, criar uma espécie de andaimes humanos - os professores - que auxiliam as aprendizagens, eis alguns dos desenvolvimentos mais frutiferos dessa teoria que foi produto, provavelmente, da análise de práticas docentes.
Nesse video, ao dirigir crianças com vários níveis de jogo, Hermínio ilustrava na perfeição essa teoria: ao mostrar e justificar a vantagem de se receber com duas mãos em vez de uma; ao demostrar como se deveria fazer ao receber a bola para poder fazer uma boa leitura de jogo; ao levar pela mão um jogador que deveria fazer um aclaramento ao drible de um colega na sua direcção; ao manipular a rotação para a linha final de um jogador que tinha acabado de fazer um ressalto defensivo. Gestos, palavras, manipulações subtís, tudo isso faz parte do reportório pedagógico desse grande mestre chamado Hermínio Barreto.
Poder-se-ia fazer um blog sobre o ensino do basquetebol com materiais retirados apenas da experiência de Hermínio Barreto. Hoje esta mensagem foi apenas uma pequena ilustração disso.




sábado, 10 de março de 2012

Por onde começar?

San Payo Araújo, director técnico do comité de Minibásquete da federação portuguesa de basquetebol já foi apresentado anteriormente nestas nossas mensagens. Uma das suas grandes qualidades é ser um pedagogo com uma grande inventividade e mestria. No seu artigo desta semana para o Planetabasket, apresentou-nos uma ideia sobre o interesse de começar o ensino das técnicas pela lado não dominante, como forma de ganhar tempo. Por exemplo, iniciar o ensino do lançamento na passada pelo lado esquerdo num indivíduo destro. Ele aplicou essa "receita" a jovens adultos sem experiência anterior na modalidade, mas os seus argumentos podem na minha opinião ser válidos para muitos outros praticantes de vários níveis. A ler aqui esse artigo chamado "Não desperdicemos tempo"

San Payo Araújo

quinta-feira, 8 de março de 2012

"Quem joga são os jogadores- parte II"

"O meu artigo anterior no Planeta Basket, “Quem joga são os jogadores” despertou alguns comentários críticos que pensamos poderem estar na base de um desenvolvimento da minha parte,
para além da breve resposta que dei nos comentários. Para isso farei uma pequena excursão pela temática gémea do ensinar/aprender recorrendo principalmente a palavras do professor Hermínio Barreto."

domingo, 4 de março de 2012

Planificação/programação

Sobre esta competência do treinador vejam um video que as aborda. Só é preciso perceber francês. Dominique roux parte das questões sobre este tema que solicita aos formandos.
Tipos de plano; factores da performance; Plano formativo, Plano quadrienal; Plano anual; fases do plano anual; objectivos e conteúdos das fases; conceitos; calendários competitivos; qualidade e quantidade do trabalho, intensidade, volume, recuperação; Planificação semanal; Planificação da sessão, Planificação dos exercícios; Blocos de treino com algumas semanas; Flexibilidade da planificação, reajustamentos. Prioridades; etc.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mitos ou realidades

A ciência pode e deve relacionar-se com o desporto. Uma das suas funções é esclarecer e explicar o que se passa com determinados fenómenos desportivos. Em alguns casos consegue desfazer alguns mitos. é o caso do vídeo seguinte.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Prática e teoria

"Avaliar, extrair conhecimentos da prática, confrontá-los com modelos teóricos, retornar à prática, parece-nos a via mais segura para minorar as derivas de uma teorização que seria demasiadamente prescritiva do jogo."
Jean-Francis Gréhaigne, estudioso dos em jogos desportivos colectivos

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Basquetebol comédia

O Basquetebol nas suas várias formas de prática, proporciona muitos momentos cómicos. Vejam aqui uma sequência deles. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Conselho aos treinadores

"O objectivo que eu pretendia atingir, é o de vos mostrar que o treino em basquetebol é uma criação contínua, inacabada, e é o de vos convidar, por consequência, a formar-vos sobretudo a inovar e não a ser aplicadores muito fieis e muito ordenados do que podemos dizer que está muito actual ao nível do treino".
Robert Mérand, conferência em 1995


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FEB

O site da Federação Espanhola de basquetebol, FEB, é uma verdadeira mina de informação para quem gosta de basquetebol e especialmente para os seus actores mais directos: jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes.
No que diz respeito aos treinadores, tem uma secção especial onde se pode encontrar muito de útil para o trabalho de ensino e treino da nossa modalidade. Possui também algumas revistas online, de acesso livre, que são extremamente interessantes.
Recomendo aos treinadores, jogadores e outros leitores que por aqui passem que aproveitem essa mina a céu aberto.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Três conselhos de um pequeno grande jogador.



Hoje trazemos aqui um dos jogadores mais pequenos da NBA, já retirado - Tyrone Bogues - dando conselhos a um pequeno e jovem jogador, sobre como defender um jogador grande.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Michael Jordan e a defesa

Sabias que Michael Jordan foi designado em 1988 o melhor defesa da NBA?
De facto para ser considerado o melhor jogador de todos os tempos não chega ser o melhor atacante. A parte defensiva é fundamental para se poder ser um jogador completo.




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ataque e defesa

Desde muito cedo os jogadores devem ter a noção de que jogar basquetebol é atacar e defender. É evidente que o acto de atacar é muito mais aliciante para um jogador, principalmente quando é jovem. E também sabemos que, no início, devido à vantagem natural da defesa sobre o ataque, dada a fragilidade deste, o treinador deve incidir sobretudo no ensino do ataque.
Se no início, caso tenhamos preocupações pedagógicas, a defesa deve sobretudo acompanhar o ataque sem o asfixiar, à medida que o ataque vai evoluindo, é através de uma maior e progressiva oposição defensiva que o ataque encontra os motivos e as necessidades para melhorar.
Aos meus jogadores costumo dizer que tanto marcam pontos aqueles que encestam como aqueles que impedem os adversários de encestar. Contas feitas é igual. E ainda é melhor aquele que não encesta mas impede de marcar 10 pontos do que aquele que marca 6 pontos e não impede nada.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O basquetebol na NCAA

Embora este blog esteja mais direccionado para o basquetebol nos níveis mais básicos, escrevemos várias mensagens que se referem a níveis mais altos de prática basquetebolistica
É o caso de hoje, em que apresentamos como sugestão, ler uma descrição do basquetebol praticado na NCAA, feita pelo treinador espanhol Pepe Claros que teve a oportunidade de lá trabalhar. O texto encontra-se neste link.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Escolha do exercício

"Convém escolher um exercício não porque ele está na moda ("air du temps") mas porque ele é a solução dos problemas encontrados no jogo."
Gérard Bosc e Thierry Poulain, in Les Clés pour le Basket

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ettore Messina

Ettore Messina é um dos grandes treinadores europeus e mundiais de basquetebol. Nos últimos tempos tenho aproveitado umas boas horas do meu tempo livre a aprender com ele. Tem sido um óptimo professor e tem-me dado boas lições.
Não. Não pensem que o conheço pessoalmente. Basta que cada um queira aprender também com ele, andar a pesquisar o nome dele na Youtube e terá a oportunidade que eu tive. E como sempre, as lições de um grande treinador servem para o basquetebol e para a vida. É o caso de Ettore Messina. Nos videos que recomendo hoje, ele fala sobre a sua filosofia de jogo, e dentro desse tema geral aborda, entre outros assuntos, o equilíbrio, o timing, o spacing, a terminologia, os métodos, as regras, os papeis, a responsabilidade. Tudo de uma forma cheia de sentido.


Se quiser ve a sequência, com os outros dois videos, encontra-os aqui, o (II), e aqui, o (III).

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Triangulos ofensivos

O programa de tv Sports Science, analisou os famosos triangulos ofensivos no basquetebol, aplicados com muito êxito por Phil Jackson nos Lakers. E tentou explicar os segredos do sucesso de uma táctica que teve em Tex Winter, segundo consta, um dos seus "inventores".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O "Basquetebol Simplificado"

Uma das competências que mais valoriza os saberes dos treinadores é a sua criatividade pedagógica. Esta quinta-feira saiu no Planetabasket um artigo meu sobre o "Basquetebol Simplificado", que é um jogo inventado nos anos sessenta do século XX pelo professor José Esteves para fazer a iniciação ao basquetebol.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

Menino precoce - treino precoce?

Eis um menino precoce, sem dúvida. Extraordinário o que faz para um menino de 5 anos. Mas convenhamos que não quer dizer que quando for grande venha a ser uma estrela do basquetebol. Pelo que diz o pai, ninguém o tem forçado a nada, é tudo natural. 
A propósito deste video poderia debater-se a questão já antiga, do que é o treino precoce...


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Disciplina

Uma frase que define "disciplina". Qualidade importante no basquetebol e em todo o lado:

“Disciplina é a palavra mais mal definida do nosso vocabulário. Disciplina é fazer o que é preciso fazer, quando é preciso, da melhor maneira possível, e sempre.”

 Bob Knight

Treinador Universitário

Indiana College

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"A concepção do exercício"

Quem quiser saber de algumas formas de conceber os exercícios, que se foram apresentando na história do treino, pode ler um artigo que escrevi para o planetabasket seguindo este link.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A formação em 10 pontos: segundo Javier Imbroda

O treinador Javier Imbroda sintetiza em 10 pontos o que acha importante na formação em basquetebol. Vejamos o video respectivo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Entrevistas interessantíssimas

Como já sabem, neste blog tentamos também dar a conhecer sites interessantes sobre basquetebol.
Desta vez, encontrei uma verdadeira preciosidade que quero partilhar com os meus leitores. No site Academy of achievement, podem encontrar várias entrevistas de basquetebolistas e não só. Entrevistas extensas, de grande qualidade e muito bem ilustadas e documentadas. Estive a ler recentemente a entrevista de Kareem Abdul-Jabbar, extremamente interessante.
Aquela para que vos faço a ligação aqui é a entrevista nesse site do sempre incontornável John Wooden. http://www.achievement.org/autodoc/page/woo0int-1

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

Frase

Pepe Laso, referindo-se aos treinadores:
"Há que treinar tanto tempo, no mínimo, como o fazem os jogadores. Nem um segundo a menos. Não se pode estar com a cabeça fora do treino".

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Os três passos do ensino, segundo Etore Messina

Num dos videos do clinic de Ourense, disponível na Youtube, ouvi o treinador Ettore Messina falar dos três passos essenciais do ensino:
1.º-Fazer em camara lenta, por passos. Deu o exemplo do ensino do lançamento. Posição inicial, armar o lançamento, lançar;
2.º-Repetir até conseguir fazer sem pensar;
3.º-colocar stress na execução: menos tempo para executar; exigir maior percentagem...
Diz ele também que não se deve queimar etapas, principalmente nos jovens, senão está tudo estragado. Segundo ele também, nos jovens de 19 anos já não se corrige o lançamento...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Quem é mais rápido?

Quem é mais rápido com as mãos. Um base da NBA ou um lendário baterista rock?
O Sports Science dá a resposta no video seguinte.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Humor

Scott Williams, que andou em North Carolina a par de Michael Jordan: Depois de um jogo em que MJ marcou 54 pontos ele apareceu na conferência de imprensa e disse "Hoje os jogadores formados em North Carolina estiveram imparáveis... Juntos marcámos 55 pontos!"

Retirado do blog:

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os boletins de Carlos Bio

Só conheço Carlos Bio através de vários textos publicados, já faz algum tempo, em alguns sites do basquetebol. Sempre os apreciei muito, até pelo alvo, que são as crianças do minibásquete, mundo que me é muito caro. Além disso tenho gostado muito dos boletins que ele editou e que foram divulgados pelo site do Planetabasket, até ao número 5, salvo erro. É com certeza uma pessoa muito interessante, com largo conhecimento acumulado sobre o basquetebol e com espírito de partilha, facto de salientar neste nosso mundo.
Foi com ainda mais interesse que vi, recentemente, em outros sites, espanhóis e até um, italiano, mais boletins divulgados. Penso que já chegou à dezena. Daqui agradeço ao Carlos Bio e coloco links onde pode aceder aos boletins:
Link para um site espanhol, com uma página onde pode aceder a mais boletins.
Falar sobre os conteúdos ficará para outras mensagens futuras.
P.S.Este texto estava escrito em rascunho, desde o dia 18 de Dezembro. Hoje tenho a surpresa agradável de ver que ele também já cá veio a este meu cantinho. Daqui lhe endereço uma dedicatória especial, com esta mensagem. E espero continuar a ler os seus boletins e os seus contributos para o nosso basquete.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nova periodicidade do blog

Como os meus caros leitores sabem, ao longo dos últimos três meses, praticamente todos os dias coloquei uma mensagem nova neste blog. Como também devem saber mantenho também um outro blog, - O 120 anos de basquetebol, - onde a periodicidade tem sido a mesma. Como o trabalho é bastante, tenho tido dificuldades em manter este ritmo de publicação, pelo que, a partir de hoje vou começar com uma periodicidade dia sim, dia não.
Os interessados nestas temáticas podem também ler os artigos semanais que escrevo para o site do Planetabasket e que saem todas as Quintas-feiras.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Professor Jorge Adelino

Sobre o professor Jorge Adelino, e principalmente para quem não eventualmente não o conhecer, deixo duas coisas significativas:
-a imagem do seu livro "As coisas simples do basquetebol". A ler e reler;
-as suas palavras e as palavras que a ANTB a seu respeito produziu a respeito do seu livro, que se encontram na contracapa desse livro e que reproduzimos em baixo.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Direcção Técnica Nacional da Federação Francesa de Basquetebol

Para quem dominar o idioma francês, um site onde pode aproveitar imensos recursos sobre o ensino e o treino do basquetebol é o da Federação Francesa de Basquetebol. E dentro do site, especialmente o espaço da DTBN, direcção técnica, onde existem muitos documentos, videos de conferências, etc. Aproveitem.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A criatividade e o erro

Nesta mensagem trazemos um comentário do professor Jorge Adelino a uma frase muito significativa do psicólogo José Miguez:
"Ninguém pode ser criativo se não lhe for permitido errar."

sábado, 31 de dezembro de 2011

Soluções originais

Uma solução original para um problema de tempo, eis o que Yao Ming, gigante chinês que recentemente se retirou da NBA, demonstrou descobrir aqui, neste video.
Boas aprendizagens e "ensinagens" no basquetebol é o que vos desejo para 2012. Cheias de criatividade como as do video.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A solução e o problema

"... é mais fácil encontrar soluções se soubermos com clareza qual é o problema"
Eric Dunning, in A génese do desporto: um problema sociológico, do livro de Norbert Elias, A busca da excitação.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O segredo é a alma do negócio?

Se o segredo, como diz o ditado, é a alma do negócio, porque é que a maioria dos grandes treinadores em vez de guardar a sete chaves os seus conhecimentos e ideias sobre o jogo, têm tendência a partilhá-los com os seus colegas?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Clinic sobre passe

Caro treinador ou jogador curioso, se quiseres assistir às imagens de um clinic sobre Passe e aprender com um dos grandes treinadores mundiais, Etore Messina, segue este link da FibaEurope. Que te faça bom proveito como me fez a mim que o vi recentemente. Só tens de perceber inglês e ter cerca de uma hora para o ver.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O segredo: mais uma vez revelado.

O segredo: mais uma vez revelado, é o título que poderíamos dar a este pequeno vídeo que fala sobre como um grande jogador do basquetebol brasileiro o chegou a ser.
Veja aqui o vídeo.